A Igreja iniciou no último mês de março a fase diocesana de investigação de um possível milagre por intercessão da Beata Elena Guerra. Essa investigação está sendo realizada na Diocese de Uberlândia, em Minas Gerais. O padre Eduardo Braga (padre Dudu), da Arquidiocese de Niterói (RJ) e vice-postulador da causa de canonização da beata, faz parte da comissão que está investigando o caso.
De acordo com o padre Eduardo, o possível milagre aconteceu com um homem que havia sido diagnosticado com morte cerebral e saiu desse quadro sem explicação médica. Esse caso aconteceu na cidade de Uberlândia, em 2010, com o auxiliar de enfermagem Paulo Gontijo. Segundo o padre William Garcia, pároco da paróquia Santa Mônica, onde Paulo participa, ele caiu de uma altura de seis metros e foi internado com traumatismo craniano. Quando Paulo estava em coma, o padre William foi administrar o sacramento da unção dos enfermos e dois dias depois, Paulo acordou, mesmo após o diagnóstico de morte cerebral.
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 2 de junho de 2012 (ZENIT.org) - Publicamos a seguir o texto da catequese que o Santo Padre deu na Sala Paulo VI na quarta-feira, dia 27 de junho:
***
Queridos irmãos e irmãs,
Nossa oração é feita, como vimos na quarta-feira passada, de silêncio e palavra, de canto e de gestos que envolvem a pessoa inteira: da boca à mente, do coração ao corpo inteiro. É uma característica que encontramos na oração hebraica, especialmente nos Salmos.
Hoje gostaria de falar sobre um dos cantos ou hinos mais antigos da tradição cristã, que São Paulo nos apresenta como aquele que é, de certo modo, o seu testamento espiritual: A Carta aos Filipenses. Trata-se, de fato, de uma Carta que o Apóstolo ditou na prisão, talvez em Roma. Ele sente que a morte se aproxima porque afirma que a vida será oferecida como libação (cf. Fil 2,17).
Apesar desta situação de grande perigo para sua integridade física, São Paulo, em tudo que escreveu expressa sua alegria de ser discípulo de Cristo, de poder ir ao Seu encontro, até o ponto de ver a morte não como uma perda, mas como ganho.
No último capítulo da Carta há um forte convite à alegria, característica fundamental do ser cristão e da nossa oração. São Paulo escreve: “alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos (Fl 4,4).
Mas como é possível se alegrar diante de uma condenação à morte então iminente? De onde, ou melhor, de quem São Paulo atrai a serenidade, a força e a coragem para ir ao encontro do martírio e do derramamento de sangue?